Livramento Hoje

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“A procissão do Corpus Christi é participada e solene”, afirma dom Armando Bucciol

  Quinta, 31.Maio.2018 às 08h00


Foto: Reprodução

A Igreja celebra com grande solenidade a festa do “Corpo e Sangue de Cristo”, mais conhecida com o ‘título’ em latim, Corpus Christi ou Corpus Domini. Sua origem, segundo o presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol, se coloca num tempo em que refloresce o culto à divina Eucaristia, entre os séculos 11 e 12. A Bélgica – cidade de Liège (ou Lieja) – foi o centro propulsor. A beata Juliana de Rétine, do mosteiro do Monte Cornélio teve papel especial na história. Dom Armando explica que, em 1208, Juliana teve uma primeira visão que foi interpretada como se faltasse uma solenidade em honra do Santíssimo Sacramento. Muito decisivo foi o apoio do seu diretor espiritual, João de Lausanne, cônego de Liège, de Ugo de São Caro, em seguida cardeal, e de Tiago Pantaleone, arci-diácono de Liège e futuro papa Urbano IV. Segundo dom Armando, a celebração da festa em honra do Corpus Domini (Corpo do Senhor) começou pela insistência de João de Lausanne, junto ao bispo de Liège, Roberto de Thorote. Foi aí que o prelado aceitou a proposta e assim, em 1246, na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade, a celebração se deu, em Liège. “Urbano IV demorou antes de propor a celebração da festa à Igreja universal. Um fato, talvez foi de incentivo para tomar a decisão, o milagre de Bolsena, uma hóstia sangrando nas mãos de um padre que duvidava da presença eucarística”, conta dom Armando. 

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