Livramento Hoje

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Grupo Remédio Musical ajuda pacientes que enfrentam doenças severas

Por: Luiz Calcagno | Correio Braziliense   Quinta, 29.Junho.2017 às 18h00


Foto: Divulgação

Na sala de quimioterapia do Hospital Universitário de Brasília (HUB), um medicamento diferente. Combinado com a bolsa de remédios para tratar o câncer, pacientes que enfrentam doenças severas também recebem doses especiais de música gospel, MPB e até rock nacional. As canções são injetadas em doses individuais e coletivas, com acordeão, trompete, viola e muita cantoria pela banda Remédio Musical. Composto por músicos voluntários, o conjunto se apresenta e, depois, nas palavras do idealizador, Alan Cruz, “atende a cada um dos pacientes”. Entre os efeitos “colaterais” estão o riso, o choro e a emoção. Chefe do serviço de oncologia e radioterapia da unidade, o médico Marcos Santos aprova o resultado. “A quimio é um tratamento aflitivo. É feita com substâncias tóxicas e os pacientes se sentem angustiados. Com a música, ganham energia para terminar bem uma sessão e até para encarar a próxima”, atesta. O tratamento tem uma ordem correta. Antes de atender aos pedidos individuais de cada paciente, o grupo faz uma apresentação conjunta. Normalmente, em dupla ou solo. O grupo já é conhecido dos pacientes. Zilma de Melo Bezerra, 49 anos, luta contra o câncer de mama e passa até cinco horas em uma sessão de quimioterapia. Ela destaca a diferença entre as sessões musicais e aquelas embaladas pelo volume da tevê. “Eu comecei o tratamento em 2014 e fui até o fim. Mas o câncer voltou. O dia fica melhor depois de tanta música. A sensação que temos é de que até respondemos melhor à medicação. Saio daqui renovada, mais alegre”, sorri. Mãe de dois filhos, a autônoma e moradora do Riacho Fundo enumera as ferramentas para enfrentar a doença. “Primeiro Deus, depois a família e, em terceiro, a música”, brinca.

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